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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

MULHERES EM PERIGO: Violência doméstica (ainda) é realidade


Divulgação do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil

Pelo menos uma em cada três mulheres no mundo é ou já foi espancada ou abusada sexualmente. As estatísticas não param por aí e mostram que, apesar de todos os avanços femininos na luta por seus direitos, ainda estamos longe do fim do patriarcalismo

Por Thays Prado


“A violência contra as mulheres acontece, principalmente, na instituição sacratíssima da família”, observa a advogada e professora de Direito da USP, Eunice Aparecida de Jesus Prudente. Para ela, em pleno século 21, as agressões por motivo de gênero são fruto da crença – que persiste – de que o homem é o chefe e provedor da família e de que os demais membros não merecem sequer ser ouvidos.

Eunice também observa que ainda há diferenças entre a educação dada aos meninos e às meninas. “As mulheres são vigiadas em sua educação e crescem com medo de serem livres. Elas estão sempre submetidas a alguém, primeiro ao pai ou depois ao marido, como se fossem uma criança grande que precisasse do aval do outro”.

O valor exagerado dado ao corpo feminino – em detrimento da inteligência e do conhecimento – é outro fator agravante da violência doméstica, uma vez que a mulher passa a ser entendida como um objeto que pertence ao companheiro.

Quando a questão é a dependência financeira e a remuneração no mercado de trabalho, as desigualdades entre os gêneros são consideráveis. No Brasil, apesar de haver mais mulheres do que homens cursando ensino fundamental, médio e superior, elas recebem menos que 60% do salário deles pelas mesmas atividades profissionais. A PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, de 2007, revela que, se nada for feito, a equiparação de salários entre homens e mulheres que executam as mesmas funções só deve acontecer daqui a 87 anos.

OS NÚMEROS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
As mulheres ainda apanham dos homens. Na contramão das diversas conquistas efetivas das mulheres, especialmente no âmbito do mercado de trabalho, e de todos os discursos de que o machismo faz parte do passado e de que há igualdade entre homens e mulheres, as estatísticas mostram que o sexo feminino continua a ser tratado com preconceito e de maneira desrespeitosa, para dizer o mínimo.

De acordo com uma pesquisa de 2000, da Comission on the Status of Women da ONU, no mundo, de cada três mulheres, pelo menos uma já foi espancada ou violentada sexualmente. O dado nos faz refletir que não são apenas as mulheres de baixa renda – financeiramente dependentes do marido ou companheiro – que sofrem violência doméstica.

Em 2001, a Fundação Perseu Abramo mostrou que:
- uma em cada cinco brasileiras já foi agredida por um homem e
- pelo menos 6,8 milhões de mulheres, no Brasil, já foram espancadas pelo menos uma vez, sendo que, no mínimo, 2,1 milhões de mulheres são espancadas por ano – ou uma a cada 15 segundos!

A Pesquisa sobre Violência Doméstica Contra a Mulher, realizada pelo DataSenado, em 2007, acrescenta que:
- para 35% das mulheres agredidas no Brasil, a violência doméstica começa por volta dos 19 anos;
- ao menos para 28% delas, os atos de agressão se repetem e
- as causas da violência doméstica normalmente estão associadas a ciúme e embriaguez do parceiro.

Das mais de 20 mil denúncias feitas à Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), em julho de 2007:
- 73% se referiam à violência praticada pelo marido;
- 59% alegaram sofrer agressões diárias;
- 70% sentem correr risco de espancamento ou morte e
- 57% afirmaram que os agressores faziam uso de entorpecentes.

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Fonte na web: planetasustentavel.abril.com.br

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Agentes de endemia são enterrados no último sábado.


Divulgação do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil

Foram enterrados na tarde deste sábado, 26, no Cemitério Campo Santo, na Federação, os corpos dos agentes de endemia da Prefeitura de Salvador, Marcos Vinícius Santos, 38, e Itamar Nascimento, 28 anos. Os agentes foram assassinados, na tarde de sexta-feira, 25, dentro de um bar, no bairro de Valéria, por dois homens encapuzados em uma motocicleta.

Cerca de 400 pessoas compareceram ao enterro, marcado pelo clima de comoção e revolta. “Eu estou mais indignado com a mídia do que com os marginais que mataram ele”, declarou, sem se identificar, o presidente da associação dos moradores de Valéria. Ele contestou a versão da polícia de que Marcos, que era estudante de direito e estagiava em um escritório de advocacia criminal, atuava como advogado de criminosos. Um dos presos defendidos por ele teria descoberto a farsa e encomendado sua morte e a de Itamar, que era seu estagiário.

Amigo de infância de Marcos Santos, um vizinho da vítima – que não quis se identificar – disse que ele era 7º semestre, no curso de direito, da faculdade Maurício de Nassau. No entanto, ele afirmou nunca ter visto a vítima se apresentar como advogado. “Ele tinha um cartão de visitas, mas não constava essa informação de advogado. A minha ficha ainda não caiu, não sei o que aconteceu de fato. O que posso dizer é que ele era uma pessoa de bem, era evangélico”, disse.

Já o amigo de Itamar, Sílvio Ferreira, assegurou que “a versão da polícia não tem nenhum fundamento. Ele era casado, tinha filhos. Era um pai de família que estava fazendo o seu trabalho. Ele não tinha nenhum envolvimento com o tráfico”, declarou.

Revolta - De acordo com o diretor do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Contendores de Doenças Endêmicas da Bahia (Sindacs-BA), Cléber Mascarenhas, “a imagem de dois trabalhadores de bem foi associada a bandidos sem que o fato proceda. Eles morreram fardados, exercendo o dever deles”, disse, emocionado.

Cléber questionou o tempo em que a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoas (DHPP) levou para elucidar o duplo homicídio, menos de 24 horas. “Incrível como a polícia desvendou esse crime tão rápido. Quem matou Colombiano? Quem matou Neilton?”, ironizou. Também revoltado com a morte dos colegas, o presidente do Sindacs, Enádio Pinto, frisou que “acha estranho um bandido que estava preso e incomunicável mandar matar alguém. Isso só prova que a polícia não tem controle de nada. Toda morte agora é associada ao tráfico de drogas, essa é uma forma da polícia dizer que está trabalhando. Não há mais investigação”, bradou.

O diretor do sindicato anunciou que nesta segunda-feira, 28, às 9h, a categoria fará uma manifestação do Campo Grande até a Secretaria de Segurança Pública (SSP) para cobrar retratação. “Caso não haja retratação por parte da polícia faremos uma paralisação dos nossos serviços”, garantiu.
Nenhum representante da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) compareceu ao enterro.

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Desprecarização dos Agentes de Saúde


Divulgação do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil

A precarização que envolve os agentes comunitários de saúde no Brasil pode ser observada sob diversas formas, compondo realidades de trabalho bastante diferenciadas ou, numa forma mais eloquente, heterogêneas. Infelizmente, no país, ainda temos muitos casos de agentes de saúde sob vínculos de trabalho temporários, de contratações terceirizadas, trabalho pseudo-assalariado, contratações informais, subcontratação, trabalhos em tempo parcial, contratos que prevêem pagamento por produção, seja nos vínculos gerados através de cooperativas, prestadoras de serviços, entre muitos outros, quase sempre desprovidos dos direitos trabalhistas previstos por lei, que incluem férias anuais remuneradas, décimo terceiro salário, aposentadoria, licenças remuneradas etc.
Nada disso é novidade, entretanto, vemos a negligência dos pseudos representantes da categoria ao eleger outras prioridades sem. Como é possível falar em piso nacional sem a desprecarização dos vínculos trabalhistas?

Se o Piso Nacional Fosse aprovado hoje
Indubitavelmente que mais da metade dos agentes comunitários de saúde não o receberiam. Outra parte seria mandada embora sob a alegação da gestão de que o município não aguentaria tais despesas. Com os vínculos precários quem iria erguer-se para reivindicar esse direito?

Por que não se faz a coisa correta?
A precarização da mão de obra que envolve os agentes de saúde (agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias) tem beneficiado gestores e servido de oferta eleitoreira nos mais diversos recantos do Brasil. Sobre esse assunto, a Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde recebe denuncias todos os dias. Além de não ser nenhuma novidade, mesmo entre os trabalhadores já regulamentados.

Um Piso Nacional de 2 salários que não chega
Já estamos nessa estrada infinita a quase quatro anos. Desde o inicio das lutas pelo Piso Nacional que a Frente Nacional de Prefeitos e Associação dos Prefeitos e Vice-Prefeitos da República tem avisado que, caso o Piso Nacional seja aprovado, irá demitir parte dos agentes de saúde. Ou seja, as lideranças sabiam que aquela proposta inicial não seria aprovada. Depois de todos esses anos foi feita a reformulação para atender o que seria mais viável e o resultado tem sido desastroso.

A solução para este problema
A solução é lutarmos pela desprecarização da categoria. Não apenas em âmbito local ou estadual. Não podemos ser egoístas a tal ponde de nos acomodar com o sofrimento dos demais colegas. Temos situações vergonhosas em estados como São Paulo e Rio de Janeiro, além dos incontáveis municípios de todo o país.

Brasília não é Jerusalém
Brasília não é a terra santa, a terra dos milagres. A base dos deputados e senadores do país estão nos seus respectivos estados. Aqui não há o que se falar em milagres, é necessária uma articulação que tenha as suas origens nos municípios e estados para produzirmos efeitos concretos, com base solida. Qual o efeito de termos 3% dos agentes de saúde indo ao Distrito Federal e os demais serem postos como excluído desse processo? Hoje o que vemos são os arrogantes questionarem sobre quem foi e não foi a Brasília. Recentemente um associado da MNAS esteve participando de um determinado evento em São Paulo quando ouviu uma pessoa iludida falar que a liderança do movimento em prol do Piso Nacional não considera quem não participa da marcha em Brasília. Seria o Distrito Feral Jerusalém?
A Mobilização Nacional tem que ser descentralizada, não pode ser regionalizada. Com a regionalização teremos a integralização da classe trabalhadora.
Lembrando que as questões que envolve o Piso Nacional está ligada diretamente a regulamentação. Sem ela tudo corremos o risco de ser perda de tempo. Não podemos nos preocupar com apenas parte da categoria. Temos visto em fórum, grupo, twitter, comunidades, orkut liderança desvinculando o piso da desprecarização. Isto é egoísmo ariano! Se eles estivessem em situação precária não se posicionariam dessa forma.
Retornemos ao principio, as nossas origens de movimento social. Ser agente de saúde está muito longe de ser apenas e tão somente servidores público. O agente é parte integrante da sociedade menos favorecida, é a ligação entre o ente público e as comunidades. É controle social, mesmo que mais de uma centena de milhar ainda não saiba disto.

Sempre acreditamos no potencial da categoria, renegamos a exploração institucionalizada!


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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Manifestação dos Agentes Comunitários em Potim SP


Denuncia: Prefeito do Município de Potim SP, desrespeita a lei e demite Agentes Comunitários de Saúde

O prefeito de Potim, município da região do Vale do Paraíba no estado de São Paulo, Sr. Benito Carlos Thomaz , demite cerca de 10 Agentes comunitários na cidade.

Ocorre que o prefeito desrespeitou a emenda constitucional 51 e a lei federal 11350, quando em 2009 realizou processo seletivo público no município com prazo determinado em período de 1(um) ano, podendo ser prorrogado por mais 1 (um) ano, entre os aprovados no processo, estavam os ACSs, porém, a lei supra citada, que regulamenta especificamente a profissão, inclusive define as normas de contratação, não permite contratação de ACSs e ACEs por contrato provisório.


O Prefeito de Potim, em um ato de irresponsabilidade administrativa realizou em 2011, novo processo seletivo com a intenção de substituir os trabalhadores efetivados no processo anterior. Novamente lançando edital de processo seletivo público, desta vez, simplificado, com a mesma clausula que caracteriza contrato temporário.

Quando cientes da situação, os trabalhadores reivindicaram a regularização e cumprimento da lei 11350, após este passo, o prefeito antecipou sua intenção e demitiu os ACSs na útima segunda feira (07), impedindo-os de entrar em seus locais de trabalho, em uma imposição humilhante.

Após o fato, os trabalhadores procuraram o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Potim, presidido pelo Sr. Vidal, e se depararam com uma situação lamentável. A sede do sindicato encontra-se localizada em um prédio anexo da prefeitura e, não há diretoria no sindicato, apenas o presidente, que segundo informações, tem cargo comissionado em outro município. Não havendo qualquer prontidão por parte do Sindicato em ajudar na causa, os trabalhadores criaram uma comissão e foram falar com o prefeito, o mesmo referiu que não cabia argumentação e orientou os trabalhadores acionar a justiça. Quando foi contestado sobre a sede do sindicato ficar em um prédio do lado da prefeitura, o prefeito indagou, eu quem pago o aluguel da sede e quem manda na cidade sou eu.

Inconformados com a situação os trabalhadores buscaram ajuda nos sindicatos filiados a CUT na região, que de imediato acionaram a justiça, entrando com petição no Ministério Público e um mandado de segurança para garantir o emprego dos ACSs.

Hoje, 09 de novembro de 2011, foi realizado um protesto em frente à Câmara Municipal de Potim, com o objetivo de sensibilizar a comunidade e os vereadores com os fatos ocorridos no município.

Estiveram presentes no ato, o Diretor da Federação Paraibana dos Agentes Comunitários de Saúde e representante da CONACS, Sr. Damião Braz, o Secretário Geral do SINDACS/SP, Sr. Fabio Bandeira, a ACS Cinthia Muniz, Liderança da categoria em Pindamonhangaba e diversos representantes da CUT na Região do Vale do Paraíba.

Aguardam decisão da Justiça.

Informações de Fabio Bandeira

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Nortão: município deve reintegrar agentes comunitários de saúde


Divulgação do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil

O juiz da Segunda Vara da Comarca de Peixoto de Azevedo, Tiago Souza Nogueira de Abreu, julgou procedente a Ação de Obrigação de Fazer para Proteger o Direito Social à Efetivação dos Agentes Comunitários de Saúde e Endemias no Serviço Público Municipal. A Frente Parlamentar de Apoio aos Agentes Comunitários de Saúde e a Associação dos Agentes de Combate às Endemias de Mato Grosso (ADACSE/MT) ingressaram com a ação contra o município.

Os autores da ação afirmam que existem no município vários agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias que fazem a interlocução entre as famílias e o serviço de saúde, com vínculo de trabalho firmado direto com o poder público por meio de contrato administrativo precário. Afirmam que até 13 de fevereiro de 2006 o vínculo desses agentes com o Poder Público vinha sendo feito de forma temporária (contratação precária), mesmo tendo eles se submetido a processo de seleção pública regular para ingresso. Relatam que a Lei Federal n° 11.350/06, que regulamenta a atividade dos agentes, proíbe a contratação temporária ou terceirizada.

Sustentam ser oportuno que a municipalidade regularize a situação funcional dos requerentes, enviando projeto de lei para a Câmara, criando os cargos de Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias, tendo o direito líquido e certo de servir ao seu município como servidor de carreira, passando pelo estágio probatório e, ao final dos três anos de efeito trabalho, ganhando estabilidade. Por fim, aduzem que os agentes que ingressaram no serviço público por meio de seleção pública devem ficar dispensados de se submeterem a processo seletivo, tornando-se efetivos no cargo, não podendo mais serem dispensados aleatoriamente ou porque o contrato administrativo assinado anteriormente chegou ao seu término.

"Analisando os autos, verifico que foi realizado processo seletivo para agentes comunitários de saúde nos períodos de 2003 a 2006, relacionando, ainda, o nome dos aprovados no mencionado teste, de modo que a estes entendo que se impõe os benefícios constitucionais acrescidos pela EC 51/2006, consistente no direito a efetividade e reintegração no cargo, bem como a dispensa de novo processo seletivo", afirma o magistrado em sua decisão. "Concluo pela análise dos autos que o pedido dos autores merece o amparo judicial, pois tem como objetivo proteger o exercício da profissão, demonstrando, para isso, a legitimidade do seu pedido através dos documentos que instruíram a inicial", completa.

O juiz ainda determinou que o município reintegre e se abstenha de demitir os agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias que estão no cargo e que exerciam a função antes de 14 de fevereiro de 2006, quando entrou em vigor a Emenda Constitucional 51/2006, desde que submetidos a processo seletivo e tenham sido dispensados.

O município terá ainda que efetivar os agentes no regime jurídico estatutário e ainda proceder a constituição da comissão de certificação, nos moldes do parágrafo único do art. 9º, da Lei nº. 11.350/2006, a fim de certificar os agentes que foram admitidos por meio de seleção pública anterior a EC 51/2006.

Fonte: Só Notícias com assessoria


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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

4 DIREITOS QUE NÃO SÃO DIVULGADOS


1. CERTIDÃO DE NASCIMENTO / CASAMENTO:
Quem quiser tirar uma cópia da certidão de nascimento, ou de casamento, não precisa mais ir até um cartório, pegar senha e esperar um tempão na fila.
O cartório eletrônico, já está no ar!
Nele você resolve essas (e outras) burocracias, 24 horas por dia, on-line. Cópias de certidões de óbitos, imóveis, e protestos também podem ser solicitados pela internet. Para pagar é preciso imprimir um boleto bancário. Depois, o documento chega por Sedex.

Passe para todo mundo, que este é um serviço da maior importância..


2. AUXÍLIO À LISTA Telefone 102... não! Agora é: 08002800102 Vejam só como não somos avisados das coisas que realmente são
importantes....
NA CONSULTA AO 102, PAGAMOS R$ 1,20 PELO SERVIÇO. SÓ QUE A TELEFÔNICA NÃO AVISA QUE EXISTE UM SERVIÇO
VERDADEIRAMENTE GRATUITO.

Não custa divulgar para mais gente ficar sabendo.


3. DOCUMENTOS ROUBADOS - BO (boletim de occorrência) dá gratuidade - Lei 3.051/98 - VOCÊ SABIA???

Acho que grande parte da população não sabe, é que a Lei 3.051/98 que nos dá o direito de em caso de roubo ou furto (mediante a apresentação do Boletim de Ocorrência), gratuidade
na emissão da 2ª via de tais documentos como: Habilitação (R$ 42,97);Identidade (R$ 32,65);Licenciamento Anual de Veículo (R$ 34,11).

Para conseguir a gratuidade, basta levar uma cópia (não precisa ser autenticada) do Boletim de Ocorrência e o original ao Detran p/ Habilitação e Licenciamento e outra cópia à um posto do IFP..

4) MULTA DE TRANSITO : essa você não sabia
No caso de multa por infração leve ou média, se você não foi multado pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses, não precisa pagar multa. É só ir ao DETRAN e pedir o formulário para converter a infração em advertência com base no Art. 267 do CTB. Levar Xerox da carteira de motorista e a notificação da multa.. Em 30 dias você recebe pelo correio a advertência por escrito. Perde os pontos, mas não paga nada. Código de Trânsito Brasileiro
Art. 267 - Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência como mais educativa.
DIVULGUEM PARA O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS POSSÍVEL. VAMOS ACABAR COM A INDÚSTRIA DA MULTA!!!!

Gostaria, se possível, que cada um não guardasse a informação só para si
 
 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

INSCRIÇÃO PARA O CURSO DE FORMAÇÃO TÉCNICA DE AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE DO RECIFE

Segunda e Terceira Etapa Formativa - 2011/2012

Estarão abertas as inscrições para a segunda e terceira etapa formativa do Curso de Técnico em Agente Comunitário de Saúde do Recife no período de vinte (20) de julho à três (03) de agosto. A inscrição será feita individualmente via internet pelo site www.recife.pe.gov.br disponível a partir do primeiro dia de inscrição. Poderá participar deste curso os Agentes Comunitários de Saúde que preenchem todos os requisitos abaixo:

1. Estão inseridos na Rede de Atenção Básica do Recife.
2. Concluíram a primeira etapa formativa do curso técnico oferecido em 2006 pela Escola de Saúde Pública de Pernambuco.
3. Concluíram o ensino médio.

A matrícula definitiva será feita nos Distritos Sanitários, em parceria com Escola de Saúde Pública de Pernambuco, em datas e locais a serem divulgadas após o período de inscrições. No momento de matrícula, os agentes comunitários de saúde deverão apresentar original e cópia de: certidão de nascimento ou de casamento, comprovante de residência, RG, CPF, foto 3x4, comprovante de conclusão do ensino médio.

Mais informações pelo telefone (81) 3355.1705 ou pelo e-mail cursoacsrecife@gmail.com.

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Profissionais que atuam salvando vidas são submetidos a situações vergonhosas no trabalho.

Este texto faz parte de uma campanha iniciada no Facebook pela Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde – MNAS.

Os Agentes Comunitários de Saúde e de Combate as Endemias precisam de sua ajuda para mudar essa realidade! Leia o texto, compartilhe com seus amigos, motive outros para que procedam da mesma forma.

Profissionais que trabalham salvando vidas são submetidos a situações vergonhosas no trabalho.
Este texto faz parte de uma campanha iniciada no Facebook pela Divulgação: Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde – MNAS.

Os Agentes Comunitários de Saúde e de Combate as Endemias precisam de sua ajuda para mudar essa realidade! Lei o texto, partilhe com seus amigos, motive outros para que procedam da mesma forma.

No Brasil os Agentes Comunitários de Saúde somam mais de 300.000 profissionais em 5.100 municípios. Eles são os principais responsáveis pela espetacular diminuição dos índices de mortalidade materno-infantil, doenças diarréicas, tuberculose, hanseníase, filariose, DSTs, dengue, acidente vascular cerebral (AVC), infarto e desnutrição infantil, contudo, uma contradição é imposta pelos gestores: os vínculos de trabalho desses profissionais, na maioria dos municípios, são precários. Em muitos casos recebem menos de um salário mínimo, os contratos são temporários, ou seja, sem perspectiva de renovação. Em muitos casos os agentes são mandados embora após a mudança e gestão ou porque simplesmente questionam irregularidade no trabalho. Os repasses de recursos do Ministério da Saúde não são repassados pelos municípios. Trabalham em condição subumana, projetando um elevadíssimo índice de estresse.

O Programa Nacional de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), foi criado pelo Ministério da Saúde, em 1991, institucionalizando1 vivências empíricas em saúde, desenvolvidas em várias regiões do Brasil, contudo, isoladamente, tendo como foco comunidades em situação de vulnerabilidade à saúde. Em 1992, o PNACS teve a sua nomenclatura modificada, transformando-se em Programa de Agente Comunitário de Saúde – PACS, denominação que perdura até os dias atuais.

O resultado alcançado pelos municípios que adotaram o PACS favoreceu a formulação do PSF, cujas primeiras equipes tiveram a sua formação em 1994. O sucesso significativo do PACS se fez perceber nos indicadores clássicos da condição de saúde da população

Segue algumas informações baseadas no Livro “Processo de Territorialização e Identidades Sociais,” com abordagem da Dra Fernanda Flávia Cockell sob o tema: "Conflitos e desafios do Processo de Vinculação institucional dos Agentes Comunitários de Saúde."

Destacamos, com base na Obra citada, que parte do capital social acumulado pelos Agentes Comunitários de Saúde se perde com a situação do vínculo precário ou de como a regulamentação é feita. Na realidade, ocorre uma perda imensurável para toda a sociedade. Isto também reflete nos cofres públicos, considerando o elevado valor que é empregado na capacitação do profissional e que num segundo momento será necessário um novo investimento - para habilitar novos agentes com a finalidade de repor a vaga. Muitas vezes essa dispensa ocorre por questões políticas, por questionamento feito pelo trabalhado da má qualidade de trabalho etc.

Veja o relato de uma ACS de Tapejara-RS: “Não reivindicamos nada! As minhas colegas me falaram que eles pretendem demitir todas, então elas apenas fazem o que podem sem reclamar nada, por vezes tenho que interceder porque eles burlam a Lei oprimindo as colegas. Querem mais que visitem o dobro de casas sem se importar com a qualidade do serviço. As colegas estão exaustas temos que recorrer sempre à coordenadoria pra diminuir a opressão, pois eles não sabem nada do PSF,” fragmento da obra da Dra. Cockel.

Segundo a Dra. Fernanda Flávia Cockel, os agentes de saúde que encabeçam o movimento social acabam se expondo mais e, por vezes, se sentem intimidados e temerosos com sua própria permanência no cargo. No livro indicado acima lemos o seguinte: ”O que no decorrer do trabalho de campo se configurou apenas como “medo de não ser efetivado”, transformou-se em realidade para Fábio Leissman, ex-agente de saúde de Piracicaba-SP, atualmente dirigente sindical e representante dos ACS no município. Segundo o seu depoimento 6, a Prefeitura desconsiderou o direito de efetivação da categoria, optando pela abertura de um novo Processo Seletivo para preenchimento das vagas.”

Transcrevemos outros absurdos relacionados a práticas abusivas em gestão pública, identificado no trabalho da pesquisadora:

“Em 2007, o município [Piracicaba-SP] contava com 29 unidades com (06 ACS) em cada equipe. A maioria já trabalhando em 2007 há mais de sete anos; tendo sido feito um processo seletivo público gerenciado pela prefeitura com a parceria do Centro de Reabilitação com registro em CTPS/CELETISTA. Iniciei a luta pela efetivação em 2007, a partir da promulgação da Lei Federal 11.350/06 de 05 de outubro de 2006. Fui várias vezes a Brasília participar dos debates e seminários no Congresso e Senado e buscando apoio da Frente Parlamentar de Apoio aos ACS.
Inclusive consegui que o presidente da Frente, Sr.Valtenir Pereira viesse a Piracicaba em audiência Pública explicar o tema e ajudar a convencer e sensibilizar o prefeito a efetivar os Agentes conforme prevê a Lei Federal 11.350/06 no parágrafo que diz que poderá ser feito aproveitamento de pessoal. Mas, o Prefeito ignorou a experiência acumulada pelos agentes, em alguns casos agentes com mais de nove anos de trabalho (todos submetidos ao novo concurso). Denunciei nos jornais que o concurso estava inadequado de acordo com o edital e a prefeitura rebateu dizendo que era choro de quem não passou. Na seqüência mobilizei os Agentes e os próprios médicos da rede fizeram um documento ao Ministério Público dizendo que a prova estava inadequada, aí a empresa do Concurso anulou oito questões (20% da prova). Veja o absurdo!!!

De 174 Agentes, somente 04(pasmem), só quatro tinham atingido 50% da prova (acertos). Não bastasse isso, o concurso público estava cheio de irregularidades, o que denunciei amplamente nos jornais com provas documentais, testemunhais o que fez gerar um farto processo no Ministério Público. E acho que o pior foi a minha vergonhosa demissão imediata após toda essa luta, tendo eu recebido inúmeros registros em períodos anteriores sobre minha atuação. Registros de cidadãos atendidos e que recebiam minha visita domiciliar. Os registros tratavam de elogios ao bom trabalho, atenção, e agradecimento. Ao ser demitido, moradores e população atendida por mim na minha área de abrangência entregaram abaixo-assinado solicitando meu retorno. Fui ameaçado dentro da unidade de saúde em reunião de equipe pela enfermeira se fosse a Brasília apresentar um trabalho que inscrevi na Mostra Nacional em Brasília e que foi selecionada. Uma vergonha!!!!! Enfim, tudo dorme sob a burocracia do Ministério Público e justiça paulista. Mas, a luta continua e irá continuar, porque ela é justa e em defesa da saúde pública (Fábio Leissman, ex- ACS e atual representante dos ACS de Piracicaba). “

A Dra. Cockel adverte: “As relações interpessoais entre o ACS e a comunidade tendem a se transtornar diante da maior concorrência e pelas expectativas de “possíveis regalias” do emprego público. A nosso ver, nem todos os candidatos a uma vaga possuem familiaridade com a comunidade que pretendem atuar, não conhecendo as pessoas e a realidade do local e, principalmente, não sendo reconhecidos por elas.”

Recentemente o caso de abusos sobre Agentes de Saúde recém concursados, de Santa Cruz/RN, veio átona. Eles tiveram que pagar para realizar um laudo que possibilitaria a prefeitura a disponibilizar o Adicional de Insalubridade. Apesar de tal fato, o município não garante o pagamento de tal adicional, conforme divulgado no Blog do ACS Bio de Paulista.

Este é o modelo de Atenção Básica que desejamos para o Brasil?

Ao integrar o PSF uma das primeiras falas ressaltadas pelos ACS está direcionada a responsabilidade proposta pelo seu trabalho, como integrantes da Equipe de Saúde da família, em relação ao domínio de determinados conteúdos e práticas que estão relacionadas com a biomedicina. A formação que os agentes de saúde recebem, apesar de incomparável com os padrões dos demais profissionais envolvido no programa, lhes proporciona um sentimento de orgulho ao estabelecer uma distinção entre o seu conhecimento, em relação ao saber popular que disponham em momentos anteriores, dando-lhes prestígio social, considerando que o saber biomédico localiza-se numa escala elevada na hierarquia de saber da sociedade. Simultaneamente, esse conhecimento também produz aflição no momento em que o ACS confronta o seu saber, em alguns casos com limitação quanto às oportunidades recebidas ao longo de sua vida, com a dos demais profissionais que compõe a sua equipe. Por vezes, essa inquietação conduz o ACS a buscar uma nova qualificação.

É pertinente a idéia de que no campo dos movimentos sociais, há necessidade do reconhecimento dos ACS que militaram diante do poder executivo, em busca de reconhecimento que culminou com a Lei mencionada acima. Lei que regulamenta a situação da categoria e estabelece avanços significativos, tanto aos trabalhadores, que são parte integrante da população, como aos demais que se beneficiam com os seus serviços.

Nos últimos dez anos, Agentes Comunitários de Saúde de todo o Brasil têm se mobilizado em busca da desprecarização de seus vínculos. É importante destacar que os ACS da Capital Pernambucana fizeram história com a proposta da Emenda Constitucional n.º 51, de 14 de fevereiro de 2006, ponto de partida no estabelecimento de uma nova realidade, que culminou com a mobilização de milhares de agentes de todo o país, resultando na criação da Lei 11.350/2006. É fato que a mobilização que nasceu no Recife conseguiu mudar a Constituição Federal, Carta Magna da Nação Brasileira. Atualmente 100% dos ACS do Recife encontram-se com seus vínculos desprecarizados. O empenho realizado pelos Agentes de Saúde do Recife refletiu de forma significativa no Ceará, sendo o primeiro estado a incorporar os profissionais a seu quadro, e, também, na Bahia que conta com quase 90% dos ACS com vínculo de emprego desprecarizado, conforme dados da pesquisadora.

Divulgação: Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde - MNAS
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terça-feira, 19 de julho de 2011

AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE PODEM NÃO TER DIREITO A INSALUBRIDADE

Ainda não tinha comentado com tanta ênfase o caso do não pagamento da insalubridade dos Agentes Comunitários de Saúde, pois estava procurando embasamento para efetuar este comentário no Blog.

Primeiro vamos saber o que é a insalubridade: Segundo a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), "é considerada atividade insalubre aquela em que o trabalhador é exposto a agentes nocivos à saúde acima dos limites tolerados pelo Ministério do Trabalho e Emprego".

Todos os funcionários de saúde que trabalham diariamente ligados a pessoas enfermas em unidades de saúde recebem insalubridade, que varia de 10% a 40% do salário base do servidor.

Para os Agentes Comunitários de Saúde a situação é complicada. Procuramos, entramos em contato com pessoas ligadas ao direito e não foi encontrada nenhuma obrigatoriedade para o pagamento da insalubridade para estes profissionais e, sim, os pagamentos são feitos mediante acordos nos municípios.

É isto que acontece em Santa Cruz. Os Agentes Comunitários de Saúde tem um acordo com o Governo Municipal e para os novatos, quando o acordo estava definido, o prefeito Péricles da Rocha recebeu a informação que já havia uma ação na justiça, o grande erro da categoria.

Isto porque, em vários municípios que os Agentes Comunitários de Saúde entraram na justiça perderam o direito de receber a insalubridade, pois nesta atividade vai muito à interpretação da lei para validar ou não o pagamento do benefício. O juiz de direito pode questionar se este trabalhador tem realmente o direito de receber a insalubridade e pode negar o pagamento, fazendo com que toda uma categoria possa sair prejudicada.

Ainda não se sabe qual será a decisão judicial, tomara que seja favorável aos Agentes Comunitários de Saúde e eles possam receber o beneficio que já eram para estar recebendo, caso não existisse a ação.
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