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sábado, 22 de outubro de 2011

Projeto de lei isenta agentes de saúde de impostos na compra de motos e bicicletas

A Câmara dos Deputados está analisando o Projeto de Lei 902/11, do deputado Geraldo Resende (PMDB-MS), que isenta os agentes de saúde e os agentes de combate a endemias (conhecidos como “mata-mosquitos”) do pagamento de IPI, PIS/Pasep e Cofins na compra de bicicletas e motos de até 125 cilindradas. O projeto altera a Lei 10.865/04, que dispõe sobre as contribuições para a seguridade social.

A proposta também assegura a manutenção do crédito relativo às matérias-primas, à embalagem e ao material secundário utilizados na fabricação desses produtos. Caberá ao Poder Executivo fazer a estimativa do montante da renúncia fiscal decorrente da proposta, caso seja transformada em lei.

No entanto, os agentes deverão pagar os valores atualizados desses tributos se venderem o veículo a outra pessoa que não seja profissional da mesma área, antes de dois anos da compra. Em caso de fraude, o vendedor ficará sujeito a multa e juros de acordo com a legislação em vigor.

Transporte

Geraldo Resende argumenta que a atividade desses agentes exige que se desloquem constantemente para áreas rurais e para áreas periféricas das cidades, enfrentando grandes problemas de transporte. Segundo ele, o objetivo é dar alternativa para esse transporte, pelo barateamento de bicicletas e de motocicletas de pequena cilindrada.

“A retirada do ônus tributário poderá significar uma baixa de mais 25% no preço final do bem. Embora haja uma redução na arrecadação, os benefícios da proposta dela decorrente em muito suplantarão essa aparente perda”, afirma o parlamentar, que também faz parte da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute a instituição de um piso salarial nacional para os agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias.

Como secretário estadual de saúde, no ano 2002, Geraldo Resende instituiu em Mato Grosso do Sul um incentivo no vencimento dos agentes comunitários de saúde que atualmente na época representava meio salário mínimo e hoje é de R$ 128,00.

Tramitação

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

PEC que regula salários aos agentes de saúde será apreciada pela CCJ

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados (CCJ) analisa nesta terça-feira (12), às 10 horas, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 22/2011, de autoria do deputado federal Valtenir Pereira (PSB-MT).

 A proposição estabelece o piso de dois salários mínimos para os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias a ser pago pelo governo federal. Atualmente, o governo federal repassa às prefeituras o valor de (R$ 750) ou cerca de1,4 salário mínimo a título de incentivo para as prefeituras pagarem agentes.

Para o deputado, a eventual aprovação do projeto vai facilitar as gestões dos prefeitos. “A PEC 22 é a valorização dos agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias e vai trazer tranquilidade aos prefeitos, porque o pagamento de dois salários mínimos passará a ser do governo federal”. Ele diz que a gestão da política preventiva caberá aos prefeitos.  

Uma outra proposta equivalente que amplia para dois salários mínimos a remuneração dos profissionais, o Projeto de Lei 7.595/2006 e apensados, recebeu na semana passada o parecer por unanimidade da comissão especial que analisa o tema. O projeto tem ainda urgência para tramitar no plenário.

Neste caso, em 2016 os agentes passariam a ganhar os dois salários mínimos, em reposição e cálculo de ganho progressivo corrigidos pelo índice oficial de inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC – e o índice de crescimento do Brasil – Produto Interno Bruto (PIB).

Em Mato Grosso, cerca de 80 prefeituras normatizaram a função dos agentes após o parlamentar entrar na Justiça para garantir o direito. Os agentes fazem trabalho de orientação e visita às famílias nos cerca de 5.600 municípios do Brasil. São casos de sugestão de vida saudável e acompanhamento da saúde de diabéticos, hipertensos, crianças e idosos.

Da redação, 24 Horas News
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