JESABEL ACS COM ORGULHO

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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Suspenso protesto de anestesiologistas

Profissionais da rede municipal voltam ao trabalho após paralisação

Todos os 157 anestesiologistas do município de Belém que paralisaram as atividades na segunda-feira, 9, voltaram às atividades normais na tarde de ontem. Muitos deles atuam nos Hospitais de Prontos-Socorros Municipais (HPSMs) Humberto Maradei, no bairro do Guamá, e Mário Pinotti, no bairro do Umarizal. O retorno ao trabalho se deu depois da assembleia da categoria que avaliou o resultado da reunião ocorrida na terça-feira, 10, no Ministério Público Federal (MPF), onde foi definido um acordo entre a Secretarias Estadual (Sespa) e Municipal (Sesma) de Saúde.

Segundo o presidente da Cooperativa dos Anestesiologistas do Estado do Pará (Coopanest), Luiz Paulo Mesquita, a categoria paralisou os serviços devido ao não cumprimento do pagamento da Sesma referente aos meses de novembro e dezembro de 2011, que envolve cerca de R$ 900 mil.

Ainda ontem, por volta das 16h30, a paralisação dos anestesiologistas prejudicava o atendimento no HPSM do Umarizal. No local, estava a dona de casa Enilda de Souza, 42 anos, que acompanhava seu cunhado, Oswaldo Bittencourt Cabral, 60 anos, que estava deitado em uma maca no corredor do hospital à espera de uma cirurgia.

"Estamos aqui no corredor desde 00h45 de ontem (anteontem) e a informação da enfermeira é que meu cunhado ainda não pode submeter-se à cirurgia porque não tem anestesiologista. No último domingo (dia 8), ele sofreu Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o levamos para o hospital do Mosqueiro, onde moramos. De lá, nos encaminharam para o PSM do Umarizal. Na segunda-feira (dia 9), Oswaldo foi liberado e voltamos para casa, mas quando chegamos em Mosqueiro ele teve outro AVC e cirrose, então, voltamos para o PSM. E quando a gente chega aqui é toda essa situação difícil, fica muito complicado", reclamou Enilda.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Parto normal é tema de curso em Belém

Profissionais do HC e Santa Casa fazem a qualificação do Ministério da Saúde

O parto humanizado e normal são temas do curso para servidores da obstetrícia e neonatologia do Hospital de Clínicas (HC) Gaspar Vianna. De hoje até quinta-feira (21), o curso do Ministério da Saúde (MS), em parceria com a Secretaria de Saúde do Estado (Sespa), será no auditório Ronaldo Araújo, do HC, com médicos e enfermeiros do Hospital Sofia Feldman, de Belo Horizonte, referência no tratamento humanizado de mães e bebês.
Em todo o Brasil, 26 maternidades fazem parte do plano de qualificação. No Pará, a Fundação Santa Casa e o HC, que atendem às grávidas de alto risco, são integrantes do projeto desde 2009. Para a apoiadora institucional do plano de qualificação das maternidades, Rita Vianna, o curso possibilita debates teóricos e a observação da prática diária dos profissionais. "O curso mostra as boas práticas no tratamento humanizado de mães e bebês, o que já devemos manter e o que pode ser superado. Na Santa Casa e no Gaspar Vianna incentivamos as mães ao parto normal, uma orientação do Ministério da Saúde, e sensibilizamos nossos profissionais a orientarem as pacientes que optem pelas cesáreas, somente se houver necessidade".
A apoiadora destacou que essas discussões são importantes para que o parto não seja considerado como uma mercadoria. "É necessário acabar com o conceito de que a cesária é mais conveniente para a mulher. Nas maternidades particulares de planos de saúde, quase 80% dos partos não são normais. A cesária se tornou um comércio, pois são mais caros, obrigam a mulher a ficar mais dias no hospital e, consequentemente, aumentam os custos", diz Rita.
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